Carnaval sem o Sambódromo — os blocos costumam ser o melhor carnaval
O Sambódromo não é o único carnaval, e muitas vezes não é o melhor
O desfile do Sambódromo — as escolas de samba de elite, os carros alegóricos elaborados, a transmissão televisiva — é o que a maioria das pessoas imagina ao pensar em “carnaval do Rio”, e é genuinamente espetacular de se ver uma vez. Mas também é caro, sentado, e, apesar da escala, uma experiência bastante passiva: assiste-se, de uma bancada, a uma distância fixa. Está longe de ser toda a forma como os cariocas realmente celebram o carnaval, e para muitos visitantes, a versão de rua é a que guardam com mais carinho na memória. Detalhe completo sobre o próprio desfile, incluindo intervalos honestos de preço de bilhete, está em bilhetes do sambódromo explicados e o guia do carnaval, se quiser mesmo incluí-lo na sua viagem.
O que é de facto um bloco
Um bloco é uma festa de rua construída à volta de uma banda — tambores, metais, por vezes um sistema de som montado num camião — que se move por um bairro, com uma multidão a seguir, a cantar e a dançar atrás dela. Alguns blocos reúnem algumas centenas de pessoas; os maiores, como o Cordão do Bola Preta, no Centro, reúnem centenas de milhares, e estão genuinamente entre as maiores festas de rua do planeta. São grátis para participar, não exigem bilhete nem fantasia além do que apetecer vestir, e decorrem ao longo de toda a época de carnaval, não só nos dias principais — muitas vezes começando semanas antes das datas oficiais.
Lista completa e detalhe por bairro está em guia dos blocos de carnaval, e uma visita guiada a festas de rua de blocos é uma opção genuinamente útil, se quiser a leitura de um local sobre que blocos estão a acontecer num dado dia, já que o calendário muda e nem sempre é fácil de acompanhar sozinho.
Ensaios de escola de samba — a outra metade
Antes de as escolas de samba de elite chegarem sequer ao Sambódromo, elas ensaiam — muitas vezes no próprio bairro-sede, por vezes numa sede de ensaios construída para o efeito, com os verdadeiros dançarinos fantasiados, a bateria completa, e uma multidão de habituais do bairro que aparece para o que é essencialmente a sua própria festa de rua itinerante, meses antes do carnaval propriamente dito. Assistir a um ensaio aproxima-o da escala e do som de uma grande escola de samba, sem a distância nem o preço de bilhete do Sambódromo, e muitas vezes com uma multidão bem mais local do que a que o próprio desfile atrai.
Uma visita ao ensaio da escola de samba Salgueiro cobre uma das noites de ensaio mais acessíveis a visitantes, com um guia que consegue explicar o que está a acontecer à medida que acontece. Detalhe completo sobre o calendário de ensaios e a etiqueta está em ensaios de escolas de samba.
Como é de facto um bloco, hora a hora
Um bloco típico tem uma forma solta e reconhecível. Começa numa hora e local publicados — muitas vezes uma praça ou uma rua larga — com a multidão a reunir-se de forma solta à volta da banda antes de esta começar a mover-se; os primeiros vinte minutos ou por aí costumam ser os mais fáceis de navegar, com espaço para se mexer e encontrar uma boa posição perto da música. À medida que o bloco avança e percorre o seu trajeto, a multidão adensa-se e a energia sobe, atingindo normalmente o pico entre trinta e noventa minutos depois de começar, consoante o tamanho do bloco.
A maioria dura duas a quatro horas no total, desacelerando aos poucos em vez de parar abruptamente, com a multidão a dispersar-se à medida que as pessoas se vão desviando para comer, para um bar, ou simplesmente para descansar antes do próximo. Chegar perto da hora de início publicada, em vez de tentar apanhá-lo a meio do percurso, já denso, torna toda a experiência mais fácil de navegar, sobretudo para quem não conhece o formato.
O custo da versão de rua
É aqui que os blocos e os ensaios superam genuinamente o Sambódromo em relação qualidade-preço: além do custo opcional de uma visita guiada, um dia a saltar de bloco em bloco custa o que quiser gastar em comida de rua e bebidas de vendedores ao longo do percurso — muitas vezes o equivalente a uns poucos dólares por uma tarde inteira fora. Compare isso com os bilhetes do Sambódromo, que vão de um preço sentado moderado até território genuinamente caro de camarote e arquibancada, consoante a noite e o setor, cobertos por completo em bilhetes do sambódromo explicados. Para uma viagem com orçamento apertado, ou simplesmente para viajantes que preferem gastar o dinheiro do carnaval em mais dias no Rio do que em menos, a versão de rua é a forma mais sustentável de viver a época sem qualquer dos dois compromissos.
Acertar o momento
Tanto os blocos como os ensaios decorrem bem antes das datas oficiais do carnaval — os ensaios muitas vezes começam meses antes, e a época de blocos tipicamente cresce ao longo de janeiro e fevereiro, atingindo o pico nos dias imediatamente à volta do próprio carnaval. Isto significa que não precisa de estar no Rio exatamente no fim de semana principal para ter uma verdadeira amostra da cultura do carnaval; uma visita várias semanas antes, quando os preços e as multidões são menores, ainda lhe dá blocos e ensaios autênticos. Planeamento completo de datas está em datas e planeamento do carnaval.
O que realmente vestir, e o que levar
A fantasia é opcional num bloco — muita gente aparece em roupa normal, talvez com um acessório com purpurina, e ninguém se importa de qualquer forma. Se quiser vestir-se a rigor, o que vestir no carnaval cobre as convenções locais reais, em vez de uma versão genérica de loja de fantasias. O que importa mais na prática: dinheiro mínimo, sem objetos de valor, e o telemóvel seguro, a mesma lógica de “kit de praia” que se aplica em qualquer lado do Rio, redobrada para uma multidão densa — detalhe completo em segurança no carnaval.
Que bairros recebem os maiores blocos
Os blocos não se limitam a uma parte da cidade — o Centro recebe alguns dos maiores, incluindo o enorme Cordão do Bola Preta, no sábado antes do carnaval propriamente dito, que atrai multidões que se espalham por vários quarteirões do núcleo histórico. Lapa e Santa Teresa, já densas de vida noturna e cultura de rua no resto do ano, têm os seus próprios blocos mais pequenos, muitas vezes mais locais, ao longo da época.
Ipanema e a vizinha Leblon recebem blocos junto à praia que atraem uma multidão mais jovem e mais internacional, geralmente com um ambiente mais leve, tipo festival, do que os encontros históricos do Centro. Escolher um bairro que já conhece do resto da viagem é uma forma razoável de escolher entre uma lista genuinamente longa de opções em qualquer dia, e vale sempre a pena consultar um calendário de blocos atual, publicado mais perto das suas datas — a lista muda de ano para ano, e surgem novos até dentro de uma única época.
A troca honesta face ao Sambódromo
O Sambódromo dá-lhe o polimento — a coreografia, os carros alegóricos, o espetáculo construído e ensaiado exatamente para esse palco, visto da forma como foi pensado para ser visto. Um bloco ou um ensaio dá-lhe a textura — mais próximo, mais alto, menos curado, e grátis. Muitos visitantes fazem as duas coisas numa viagem mais longa; se só tiver tempo ou orçamento para uma, a versão de rua é discutivelmente a experiência mais distintamente carioca, e aquela em que os próprios locais realmente passam mais tempo do carnaval. Veja carnaval vs. réveillon, se também estiver a pesar qual dos dois maiores eventos de calendário do Rio convém mais à sua viagem, e o roteiro de carnaval para como estruturar vários dias à volta tanto da cena de rua como de uma noite no Sambódromo, se quiser as duas coisas.
Perguntas frequentes sobre o carnaval sem o Sambódromo
Os blocos são grátis?
Sim — os blocos são festas de rua grátis e abertas, sem bilhete necessário. O único custo real é o que gastar em bebidas ou petiscos de vendedores de rua ao longo do percurso.
Preciso de fantasia para participar num bloco?
Não. Roupa simples é completamente normal; uma fantasia ou um acessório com purpurina é um extra bem-vindo, não uma exigência.
Quando começam os blocos e os ensaios, em relação às datas oficiais do carnaval?
Os ensaios muitas vezes começam meses antes; a época de blocos tipicamente cresce ao longo de janeiro e fevereiro, atingindo o pico à volta do próprio fim de semana oficial do carnaval. Não precisa de estar lá exatamente nas datas principais para viver qualquer um dos dois.
É seguro participar num bloco?
Sim, com os mesmos princípios de atenção a multidões que se aplicam a qualquer evento denso no Rio — dinheiro mínimo, sem objetos de valor à vista, telemóvel seguro. Detalhe completo em segurança no carnaval.
Qual é a diferença entre um bloco e um ensaio de escola de samba?
Um bloco é uma festa de rua móvel construída à volta de uma banda, aberta a quem se juntar à multidão que a segue. Um ensaio é a própria sessão de prática de uma escola de samba — dançarinos fantasiados, bateria completa — normalmente realizada no ou perto do bairro-sede da escola, também aberta a visitantes.
O carnaval de rua é melhor do que o Sambódromo?
Nenhum é objetivamente melhor — o Sambódromo oferece polimento e espetáculo; a cena de rua oferece textura, espontaneidade e nenhum preço de bilhete. Muitos visitantes fazem as duas coisas, se a viagem permitir.
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