Guia da praia de Ipanema — Posto 9, Farme, e o lado do pôr do sol
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Guia da praia de Ipanema — Posto 9, Farme, e o lado do pôr do sol

Quick Answer

Qual é a diferença entre o Posto 9 e o Posto 10 na praia de Ipanema?

O Posto 9, perto da Rua Vinícius de Moraes, é o trecho jovem, elegante e contracultural de Ipanema — futevôlei, vólei, e a secção LGBTQ+ marcada por bandeiras ao longo da Rua Farme de Amoedo ficam na sua orla. O Posto 10, mais para Leblon, é o trecho mais calmo e familiar, mais perto do canal do Jardim de Alah, onde os locais se juntam para o pôr do sol sobre os montes Dois Irmãos.

A numeração continua a partir de Copacabana

Os postos de salva-vidas do Rio não recomeçam em cada praia — correm continuamente ao longo da costa, razão pela qual os postos de Ipanema retomam no 8 e vão até cerca do 10, antes de o Leblon assumir no 11 e 12. O Posto 7 pertence a Arpoador, a ponta rochosa entre Copacabana e a própria Ipanema, e vale a pena tratá-lo como um lugar à parte, e não uma extensão de nenhum dos dois vizinhos — multidão diferente, razão diferente para lá estar (sobretudo surfistas e o ritual do aplauso ao pôr do sol, não bronzear). Uma vez passadas as rochas, está em Ipanema, e os números dos postos começam a significar algo muito específico quase de imediato.

Posto 9 — a cena

O Posto 9, no final da Rua Vinícius de Moraes, carrega desde o final dos anos 1960 a reputação de trecho cultural e contracultural de Ipanema — o local onde músicos, artistas, e mais tarde a comunidade gay e lésbica, estudantes, e qualquer um que quisesse ser visto e não apenas bronzear-se, se juntavam. Continua a ser o trecho mais movimentado e performático da praia: jogos organizados de futevôlei e vólei durante a maior parte do dia, rodas de tambores informais em algumas noites, e uma multidão que tende para jovem, definida, e vestida (ou despida) para ser notada. Os vendedores aqui vendem mais do que água de coco — joias, cangas, tatuagens temporárias, petiscos artesanais — porque a multidão do Posto 9 é a mais propensa a comprá-los.

Se quiser entender porque os cariocas navegam pelas praias por número de posto, e não por nome de rua, a história social está em the-posto-system-explained — Ipanema, e o Posto 9 especificamente, é o exemplo mais nítido deste fenómeno em toda a cidade.

Farme — o trecho LGBTQ+

A Rua Farme de Amoedo corre perpendicular à praia, entre o Posto 8 e o Posto 9, e a secção de areia ao seu pé é o ponto de encontro LGBTQ+ mais visível do Rio desde os anos 1990, marcado informalmente por bandeiras arco-íris fincadas na areia. Não é tanto um posto separado, mas mais uma zona compreendida dentro da área do Posto 9 — misturada com a multidão à volta em vez de isolada, discreta de dia e mais movimentada aos fins de semana e à volta de eventos do Orgulho. Os bares e cafés ao longo da própria Farme, junto à areia, estendem o mesmo ambiente para terra dentro, e ficam abertos bem depois de a praia esvaziar.

Posto 10 — onde estão as famílias

Continue a caminhar em direção a Leblon e a multidão muda de novo. O Posto 10 é mais calmo, com uma sensação mais residencial, com mais guarda-sóis montados para crianças pequenas e menos colunas a tocar funk em volume alto. É a escolha que os locais com filhos realmente fazem em vez do Posto 9, não porque seja uma “praia de família” em qualquer sentido oficial, mas porque a multidão que ali se autosseleciona quer exatamente isso — um dia de praia, e não uma cena. Se estiver a viajar com crianças, o Posto 10 ou as partes mais calmas do próprio Leblon vão parecer mais confortáveis do que disputar espaço para a canga no Posto 9. Planeamento familiar completo, praia e outras coisas, está em rio-with-kids.

O lado do pôr do sol

A extremidade oeste de Ipanema, onde a areia encontra o canal do Jardim de Alah antes de começar Leblon, é onde acontece o outro ritual famoso da praia — não a tradição de aplaudir o pôr do sol que pertence às rochas de Arpoador, mas uma versão mais tranquila da mesma coisa: a silhueta dos dois picos gémeos Dois Irmãos a enquadrar o sol enquanto cai, visível de quase qualquer ponto da areia de Ipanema mas mais nítida a partir desta extremidade, porque nada bloqueia a linha de visão em direção às montanhas. É um bom lugar para uma última hora na praia antes de seguir para Leblon ou o Baixo Leblon para jantar, e uma das vistas de pôr do sol gratuitas mais fiáveis da cidade — lista completa de alternativas, incluindo a de Arpoador, em sunset-spots-in-rio.

A música, o bar, e o pedigree da bossa nova

O peso cultural de Ipanema é desproporcional à sua dimensão, e a maior parte remonta a uma única música. “Garota de Ipanema”, escrita por Tom Jobim e Vinícius de Moraes no início dos anos 1960, foi inspirada numa adolescente real que passava pelo bar onde os dois homens bebiam a maioria das tardes — um bar ainda aberto hoje, a um par de quarteirões da areia, renomeado em honra da música. A rua onde fica o extremo da praia junto ao Posto 9 carrega o próprio nome de Vinícius de Moraes pela mesma razão. Nada disto muda o que a praia é no dia a dia, mas explica porque Ipanema, mais do que qualquer outra praia do Rio, é tratada internacionalmente como um símbolo, e não apenas uma faixa de areia — é a que tem banda sonora.

A Praça General Osório, a um par de quarteirões da praia, no extremo próximo de Leblon, acolhe um mercado de artesanato e antiguidades ao domingo (a Feira Hippie) que funciona desde o final dos anos 1960 — tecnicamente não faz parte da praia, mas é um complemento natural a uma manhã de praia de domingo, se estiver no bairro e quiser algo além de areia.

Cultura de exercício ao longo da areia

O calçadão de Ipanema (o mesmo mosaico em padrão de ondas de Copacabana, contínuo por toda a costa da Zona Sul) é uma das rotas de corrida e ciclismo mais movimentadas da cidade, do amanhecer até o calor se instalar por volta das 9h ou 10h. Estações de bicicletas de aluguer ficam a intervalos ao longo do calçadão, e é uma forma genuinamente boa de cobrir a distância de Leblon a Arpoador sem querer caminhar. A própria praia tem postos permanentes de vólei e futevôlei espalhados ao longo do seu comprimento, informalmente reclamados por grupos habituais que aparecem à mesma hora na maioria dos dias — junte-se se for convidado, mas não espere entrar num campo sem convite e ser bem-vindo da forma como poderia ser numa praia casual.

Tempo e quando ir

Ipanema segue o mesmo padrão sazonal do resto da Zona Sul — quente, cheia, e húmida de dezembro até ao Carnaval, mais fresca e notoriamente mais calma de junho a agosto. Como a multidão de Ipanema tende a ser mais consciente do turismo do que a de Copacabana, especificamente no trecho do Posto 9, a diferença entre uma terça-feira de julho e um sábado de janeiro é dramática: pode ter espaço genuíno na areia no inverno e estar a saltar toalhas no verão. Ver rio-in-summer e rio-in-winter para saber como é realmente cada estação, não só a temperatura.

O que é de facto diferente entre Ipanema e Copacabana

Ipanema é mais jovem, mais abastada, e mais consciente de design do que Copacabana — os edifícios junto à praia são mais baixos e o bairro por trás da areia tende para boutiques e bares de sumo, em vez de hotéis de pacote. A própria areia é possivelmente mais bem cuidada e a água muitas vezes mais calma, embora ambas as praias partilhem o mesmo sistema de bandeiras e salva-vidas. O que Ipanema não tem é a escala de Copacabana nem o seu núcleo operário — não há aqui um verdadeiro equivalente ao Posto 3 de Copacabana. Ipanema é mais homogénea em termos de rendimento, mesmo sendo mais visivelmente diversa em identidade, o que é o paradoxo que a maioria dos guias salta. A comparação completa lado a lado está em copacabana-vs-ipanema, se estiver a decidir onde se instalar.

Coisas para realmente fazer aqui

O surf em Arpoador e no trecho do Posto 8-9 de Ipanema funciona para principiantes com a ondulação certa — uma aula de surf que cobre Arpoador e Ipanema é a forma direta de experimentar sem alugar uma prancha sozinho e adivinhar a corrente. Ipanema é também onde grande parte da cultura informal de samba do Rio ensina os visitantes o básico — uma aula de samba em Ipanema decorre bem antes de uma saída à noite na Lapa.

E para uma forma de ver as ruas de Ipanema, não só a sua areia, a par do centro histórico, numa única saída, um tour de e-bike que liga o centro do Rio a Ipanema cobre mais terreno do que caminhar, sem o compromisso de um tour de dia inteiro.

Vendedores, quiosques, e a economia das barracas

O mesmo sistema de dois níveis que funciona em Copacabana funciona aqui — quiosques fixos no calçadão a vender bebidas e petiscos, e barracas a alugar cadeiras e guarda-sóis de fresco todas as manhãs diretamente na areia. Os quiosques de Ipanema tendem a ser ligeiramente mais requintados do que os de Copacabana, com alguns a servir cocktails a sério e não apenas caipirinhas, e os preços seguem um pouco mais altos em geral — espere um aluguer de cadeira e guarda-sol à volta de R$25-35 pelo par (cerca de US$5-7), uns reais a mais do que a norma em Copacabana. A etiqueta completa sobre contas, gorjetas a vendedores, e o que de facto levar para a areia está coberta uma vez, devidamente, em rio-beach-etiquette, em vez de repetida por cada praia.

Como é de facto a multidão de cada posto na areia

Vale a pena ser específico em vez de recorrer a adjetivos vagos, porque “moderno” e “familiar” não dizem muito por si só. No Posto 9, numa tarde qualquer: um jogo de futevôlei com uma pequena assistência, um grupo de amigos a partilhar uma única canga e uma geleira de bebidas, um vendedor a vender henna temporária a uns metros, uma multidão de idade mista mas a tender para jovem, com presença visível LGBTQ+ em direção ao extremo do Farme, quase nenhuma criança.

No Posto 10: guarda-sóis montados mais próximos uns dos outros, mais chapéus de sol e roupa de proteção UV em crianças, geleiras com sumos em pacote em vez de cerveja, avós tão frequentes como pais. No Posto 8, a zona de transição mais perto de Arpoador: uma multidão mais rarefeita, mais surfistas a passar com pranchas debaixo do braço, menos vendedores dispostos a caminhar até lá. Nada disto é fixo — uma família pode perfeitamente sentar-se no Posto 9 e ter um ótimo dia — mas se está a escolher onde estender a canga e tem uma preferência, é isto que esperar de cada trecho antes de chegar.

Vendedores e o que de facto vendem

Os ambulantes que trabalham na areia de Ipanema vendem um leque ligeiramente diferente do de Copacabana: além da habitual água de coco, cerveja, e biscoitos Globo, vai ver mais vendedores de joias, vendedores de cangas e sarongues a estender o seu stock diretamente na areia para consulta, e — particularmente à volta do Posto 9 — vendedores a oferecer fruta fresca cortada na hora, tigelas de açaí transportadas em caixas térmicas, e petiscos artesanais que não aparecem no circuito de vendedores mais padronizado de Copacabana. Os preços são negociáveis da forma solta e não declarada como a maioria das transações de praia no Rio são: não exatamente pechinchar, mas também não o preço fixo que uma loja indicaria. Uma análise completa da cultura de açaí e bares de sumo do Rio, a maior parte a poucos quarteirões desta praia, está em acai-and-juice-bars.

Como chegar

A Linha 1 do metro serve Ipanema na estação General Osório, no extremo próximo de Leblon, e Nossa Senhora da Paz um pouco mais adiante — ambas a uma curta caminhada da areia. Os autocarros circulam pela Visconde de Pirajá, um quarteirão atrás da praia, e é uma caminhada fácil e plana da maioria dos hotéis e alugueres de curta duração do bairro diretamente para a areia. Ver getting-around-rio e rio-metro-guide para a rede mais alargada, e uber-and-taxis-in-rio se preferir não caminhar com o calor.

Onde ficar se quiser estar nesta praia

O stock de hotéis e alugueres de curta duração de Ipanema é mais pequeno e mais boutique do que o de Copacabana — menos torres de grandes cadeias, mais edifícios de apartamentos convertidos — e custa mais por noite por um quarto comparável. É uma troca razoável para a maioria dos visitantes que planeiam passar tempo a sério nesta praia específica: está a uma caminhada de cinco a dez minutos da areia a partir de quase qualquer ponto do bairro. A comparação com Copacabana, Leblon, e o resto da Zona Sul está em where-to-stay-in-rio.

Segurança nesta praia especificamente

Ipanema vê o mesmo padrão de furto oportunista do resto das praias da Zona Sul — telemóveis e malas deixados sem vigilância são o alvo, não as pessoas. O posto com maior densidade (o Posto 9 num fim de semana de verão) é estatisticamente onde é mais provável que lhe levem algo, simplesmente porque a densidade cria oportunidade; não é que o Posto 9 seja por natureza mais perigoso. Orientação comportamental completa — o que levar, o que deixar no hotel, como usar o sistema de bandeiras — está em beach-safety-in-rio.

Planear um dia de praia aqui como parte de uma viagem mais ampla

Ipanema funciona bem como paragem de meio dia em vez de um compromisso completo, se estiver a tentar cobrir mais da cidade — combine uma manhã no Posto 9 ou 10 com uma tarde no Cristo Redentor ou uma caminhada por Santa Teresa, ambos a uma viagem de táxi gerível. Para uma primeira visita ao Rio, onde esteja a decidir como distribuir dias limitados entre praias, miradouros e bairros, first-time-in-rio e how-many-days-in-rio detalham os compromissos, e o itinerário rio-in-three-days coloca Ipanema especificamente dentro de um plano realista de vários dias, em vez de a tratar como uma paragem isolada.

Perguntas frequentes sobre a praia de Ipanema

O Posto 9 é só para a comunidade LGBTQ+?

Não — o Posto 9 é o trecho geral, jovem, elegante e contracultural de Ipanema. O Farme, na sua orla, é especificamente o ponto de encontro LGBTQ+, marcado por bandeiras arco-íris, mas os dois misturam-se entre si em vez de existirem como zonas separadas e vedadas.

Qual é melhor para uma família com crianças pequenas, o Posto 9 ou o Posto 10?

O Posto 10, sem grande debate. É mais calmo, menos cheio, e a multidão que ali se autosseleciona já é composta por famílias a fazer a mesma coisa que você.

A água em Ipanema é mais calma do que em Copacabana?

Geralmente sim, embora ambas as praias partilhem o mesmo sistema de bandeiras e ambas possam ter correntes de retorno perigosas no dia errado — verifique as bandeiras independentemente de em qual praia estiver. Detalhes em beach-safety-in-rio.

Onde acontece de facto o famoso “aplauso ao pôr do sol”?

Nas rochas de Arpoador, tecnicamente um ponto separado entre Copacabana e Ipanema, não na própria areia de Ipanema — embora o extremo oeste de Ipanema, perto do canal, dê uma vista comparável do sol a cair atrás dos picos Dois Irmãos.

Ipanema é mais cara do que Copacabana?

Sim, tanto no aluguer de cadeiras na praia como no alojamento e restauração nas ruas envolventes. Não é dramático, mas é consistente.

O que é a Rua Farme de Amoedo?

A rua que desce da Visconde de Pirajá até à areia, entre o Posto 8 e o 9, o ponto de encontro LGBTQ+ mais conhecido do Rio desde os anos 1990 — bares e cafés ao longo da rua, bandeiras arco-íris a marcar a secção de praia no seu pé.

Posso caminhar de Ipanema até Copacabana pela areia?

Sim, pelo caminho rochoso de Arpoador que liga as duas praias — é uma caminhada panorâmica e plana de talvez vinte minutos de ponta a ponta, tempo e maré permitindo.

Há uma estação de metro mesmo na praia de Ipanema?

A General Osório e a Nossa Senhora da Paz servem ambas o bairro e ficam a uma curta caminhada da areia, embora nenhuma fique diretamente à beira-mar.

Vale a pena visitar Ipanema se só tiver um dia no Rio?

Se tiver de escolher uma única praia para uma visita curta, Ipanema é uma escolha razoável — dá-lhe a versão de postal da cultura de praia do Rio, a cena do Posto 9, e acesso fácil ao pôr do sol de Arpoador num único trecho compacto, sem precisar de carro ou de um transfer longo como as praias mais selvagens do lado oeste exigem.

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